CONVERSA DOUTRINÁRIA DE HOJE COM BRUNO
CAMILLE FLAMARION
O POETA DAS ESTRELAS
O ASTRÔNOMO DE JESUS
JESUS E KARDEC LEVADOS A SÉRIO: JESUS É A PORTA, KARDEC É A CHAVE
"Nosso artigos doutrinários saem do prelo, sem falta, toda semana...
Sempre aos sábados, e sempre ao seu dispor! ..." ... Bruno Tavares
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COM BRUNO NESSE MÊS DE NOVEMBRO
CONVERSA DOUTRINÁRIA COM BRUNO
PERÓLAS DA DOUTRINA ESPÍRITA
CAMILLE FLAMARION
O POETA DAS ESTRELAS
O ASTRÔNOMO DE JESUS

Meus queridos amigos e irmãos, bom dia! Hoje, nessa nossa conversa doutrinária, trazemos até vocês algo da vida de Camille Flamarion, um dos grandes Apóstolos do Espiritismo, o Poeta das Estrelas, o Astrônomo de Jesus, homem ímpar e que foi médium de Kardec desde os 19 anos de idade.
O popularizador da Astronomia e divulgador do Espiritismo, "de estatura regular, de expressiva fisionomia, o ilustre astrônomo parece concentrar em seu olhar toda a energia de sua alma, toda a vivacidade de seu espírito. Até o nome leva o selo de sua natureza e, por assim dizer, o signo estranho de seu destino (Flamma Orionis...)" (Biografias, Artículos y Datos Espiritistas, recopilados por E.E.G. - Madrid - Revista Psicologia La Irradición, 1896).
Astrônomo célebre, sábio e filósofo, o extraordinário investigador francês é, também, famoso e respeitado autor espírita, presidente da "Societé Astronomique de France", diretor do Observatório de Juvisy, dotado de "estilo encantador" (como se refere Léon Denis); ex-presidente da S.P.R. (Society for Psychical Research), encarnado em Montigny-le-Roi, Haute-Marne, França, num sábado, a uma hora do dia 26 de fevereiro de 1842; e, como ele mesmo diria mais tarde, "estava muito impaciente para chegar à Terra, e não esperou os 9 meses; nasceu aos 7 meses."
A região da cidade onde nasceu teve uma grande influência romana; daí a razão de muitos dos seus habitantes terem nomes com essa origem. Camille é um deles.
Era descendente de modesta família de lavradores. Aos 4 anos sabia ler. Na Escola Comunal foi o primeiro da classe, conquistando, nos primeiros cursos, uma Cruz de Honra, que guardava como recordação de seu primeiro mestre, o Sr. Crapelet.
Sua desencarnação ocorreu, aos 83 anos, em Juvisy-sur-Orge, França, tendo sido "inhumé dans son jardin", no vasto Parque do Observatório, de Juvisy, no dia 4 de junho de 1925. "Il est mort comme um poète, comme um amourex du ciel."
Com a sua desencarnação, sua esposa Mme. Gabrielle Camille Flammarion (quando solteira, Gabrielle Renaudot, que era sua secretária) assumiu a direção do Observatório, desencarnando, porém, dois anos após.
Em 1858, com 16 anos de idade, Camille foi admitido como auxiliar no Observatório de Paris e fez parte do "Bureau des Longitudes", como calculador.
Desde muito jovem se deu a conhecer no mundo das letras com a notável obra "La Pluralité des Mondes Habités", que escreveu aos 19 anos de idade.
Ele morou em Paris, no piso mais alto de uma casa que forma a esquina da rua Cassini com a avenida do Observatório, a que se ligou muito, pois foi aí que sofreu as amargas vicissitudes da luta pela própria existência e onde gozou das maiores alegrias de sua vida. Nesta casa ele escreveu a maioria das obras que lhe deram fama; onde também, depois de casar-se, morou com a sua fiel companheira, esclarecida confidente de todos os seus trabalhos, e sua preciosa secretária.
O gabinete de Flammarion era muito singelo; mas, nas paredes, sobre o pavimento, em cima das mesas e das cadeiras, por todos os lados, uma montanha de livros, periódicos, folhetos e papéis. A sua mesa estava sempre coberta de cartas, que chegavam todos os dias, dos quatro extremos do mundo, e de provas para a sua Revista "L´Astronomie", que fundara em 1882, e para o "Nouveau Dictionnaire Encyclopedique, etc."
Durante cerca de uma dezena de anos, Flammarion recebia, quase todas as semanas, extensas cartas de um Senhor chamado Meret, de Burgos, que o felicitava. - Flammarion, demasiado ocupado para responder a tal desbordamento de entusiasmo, se contentava em dar-lhe graças de vez em quando, por um breve bilhete de recebimento. Flammarion já não se preocupava com o generoso Bordelés, quando, um dia, se apresentou um notário em seu domicílio, para anunciar-lhe que M. Meret, sentindo próximo o seu fim, e não tendo herdeiros, lhe legava totalmente - objetivando que a utilizasse para seus estúdios - a bela e vasta propriedade que possuía em Juvisy, e que se chamava, no país, o " castelo da corte de França..."
Em 1883, Flammarion fundou o Observatório Juvisy, que dirigiu durante toda a sua vida.
Foi presidente da "Societé Astronomique de France" e professor do Príncipe Imperial.
Em 1923 presidiu a "Society for Psychical Research". Fez experiências, entre outras, com as médiuns Madame Girardin (na casa de Victor Hugo, em Jersey), Mademoiselle Huet e Eusápia Paladino.
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O "Anuário Espírita do Brasil" (1931, 1ª ed.) destaca que "o sábio das constelações siderais, com a sabedoria de mestre, provou ao mundo que os domínios da Astronomia não iam somente ao conhecimento dos corpos celestes".
O Imperador Pedro II, amante das ciências, foi visitar o astrônomo em seu retiro e plantou, com as suas próprias mãos, no parque, para perpetuar a memória de sua passagem, um pequeno cedro do Líbano, de cujo ato Flammarion, por sua vez, gravou em uma prancha de cobre, os detalhes desse acontecimento.
Espírita sincero e fervoroso, publicou, ainda, entre outras, as seguintes obras:
1.FILOSÓFICAS:
"La Pluralité des Mondes Habités", Paris, Ledoyen, 1862, 2 vol. "in" 12, de 108 e 108pp.; 2ª ed. Aumentada e ilustrada, Paris, Didier, 1864, "in" 12; publicada ao deixar o Observatório.
Trata-se de um estudo em que se expõe as condições de habitabilidade das terras celestes, discutidas sob o ponto de vista da Astronomia, da Fisiologia e da Filosofia Natural.
"A Astronomia", refere-se " Flammarion, deixou de ser uma ciência abstrata, reservada unicamente a um mui pequeno número de práticos. Tornou-se popular, conforme a esperança há trinta anos, formulada por Arago, o engenhoso astrônomo, que a não viu realizada como desejava" (Paris, 1872, tomo I, em Advertência da 17ª ed., p.11)
Essa obra foi traduzida para o português, do original francês da 23ª edição, com o título "A Pluralidade dos Mundos Habitados", por J.M. Vaz Pinto Coelho, em 1878, em dois tomos, tomo I, edição da Livraria Garnier Irmãos, Rio de Janeiro, "in" 8, 266 pp., e tomo II, de B. L. Garnier, Rio de Janeiro, "in" 8, 234 p.p. Versão espanhola de Juan Olivers, Ed. Barcelona, 1873 (RE - 1863 - Janeiro e RE - 1864 - Agosto e Setembro).
Allan Kardec faz extenso comentário dessa obra (RE - 1863 - Janeiro): "Posto não se trate de Espiritismo nesta obra", diz, "o assunto é daqueles que entram no quadro de nossas observações" (ob. cit.), e esclarece que "a obra é dividida em três partes. Na primeira, sob o título de Estudo Histórico, o autor passa em revista a imensa lista de sábios e filósofos, antigos e modernos, religiosos e profanos, que professaram a doutrina da pluralidade dos mundos habitados, desde Orfeu até Herschel e Laplace" (ibidem)
Do tomo II - Livro IV, p. 8 - Os Céus, destacamos: "o microscópio revelou-nos que a potência criadora tem espalhado a vida em todos os lugares sobre a Terra, e, que, abaixo do mundo visível há seres até a mais extrema pequenez; o telescópio vai ensinar-nos que é impossível ao nosso espírito abraçar toda a extensão desta potência, e que, segundo a palavra de Pascal, em vão incharíamos nossas concepções além dos espaços imagináveis; não chegaríamos nunca senão a produzir átomos a preço da realidade.
Eis aqui, com efeito, o quadro o mais magnífico que possam admirar os nossos olhos, o espetáculo o mais imponente que seja dado ao homem testemunhar: aquele da IMENSIDÃO DOS CÉUS".
-"Les Mondes Imaginaires et les Mondes Réels" (Os Mundos Imaginários e os Mundos Reais). Viagem pitoresca no Céu. Paris, 1876, "in" 12.
"Les Habitantes de l´autre monde". Revelações do além túmulo, primeira e segunda série. Comunicações ditadas por "coups frapés" (batidas de copos ou copos batedores) e por escrita medianímica no "Salon Mont Thabor", pela médium Mademoiselle Huet. Paris, Ledoyen, 1862, 2 vols. "in" 12, ambos de 108 pp.
"Lúmen - Histoire d´une Comète". História de uma Alma; História de um cometa no infinito; A Vida Universal e Eterna, Paris, 1867, Librairie International, 15 Boulevard Montmartre, "in" 8º; outra edição, Paris, 1875, "in" 12. Ilustrações de Lucien Rudaux.
Essa obra foi traduzida para o português, com o título "Narrações do Infinito", por Almerindo Martins de Castro, FEB - Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, RJ, 1938, 1ª ed., 188 pp. (RE - 1867 -Março e Maio) e, para o espanhol, por "La Vida Editorial", Barcelona, Espanha, s.d. tomo I; "Historia de um Cometa e Estrela de la Mañana", 127 pp.,tomo II, "El Infinito e La Musa Del Cielo", 125 pp., tomo III, "Dios e El Progresso Eterno", 126 pp.
"Dieu dans la Nature"., Trata da Força e da Matéria, da Vida, da Alma, da Destinação, dos Estados e das Coisas, das Diferentes idéias de Deus segundo os homens, etc. Foi a maior alavanca assestada contra o materialismo científico. Paris, 1867, Didier et Cie. "in" 12.
Traduzida para o português, com o título "Deus na Natureza", por M. Quintão, FEB - Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, RJ, 1959, 1ª ed. 416 pp., 1987, 4ª ed. 416 pp. (RE - 1867 - Setembro). Versão espanhola de A. Lopez llasera, Ediciones "Constancia", Buenos Aires, Argentina, 1960, 367 pp.
"La Fin du Monde". A ameaça celeste. Como o mundo acabará. A Crença do fim do mundo. As etapas do futuro. Após o fim do mundo terrestre, etc. Paris, Ernest Flammarion, Éditeur, 1894, 418 pp. "in" 12. - Traduzido para o português, com o título "O Fim do Mundo", por M. Quintão, FEB - Federação Espírita Brasileira, RJ, 1951, 1ª ed., 1979 4ª ed. 247 pp.
"Uranie", com numerosas ilustrações de Bieler, Gambard e Myrbach; Paris, Marpon et Flammarion, 1889, "in" 12, 288 pp. "A Criação é um poema, do qual cada letra é um sol".
"Stella". Romance de palpitante interesse, pleno de ciência espiritualista. Paris. Flammarion, 1897, "in" 12. Traduzido para o português, com o título "Estela", por Almerindo Martins de Castro, FEB - Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, RJ, 1938, 1ª ed., reeditado em 1950, 332 pp. 1992, 6ª ed. 332 p.
"Rêves étoiles". Paris, s.d. E. Flammarion, Éditeur, 1 vol. "in" 12; traduzida para o português, com o título "Sonhos Estelares", por Arnaldo S. Thiago, ed. FEB - Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, RJ., 1ª ed. 1941, 244 pp.
"L´Inconnu et les Problèmes Psychiques". Manifestações dos moribundos, aparições, telepatia, comunicações psíquicas, sugestões mentais, visão à distância, etc. - Paris, Ernest Flammarion, 1907, "in" 12. Foi traduzido para o português, com o título "O Desconhecido e os Problemas Psíquicos", por Arnaldo São Thiago, FEB - Federação Espírita Brasileira, Rio de Janeiro, RJ, Vol. I, 1954, 1ª ed. 512 pp., 1990, 5ª ed. 512 pp., e Vol. II, 1937, 1ª ed. 1990, 5ª ed.
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Rendendo homenagem a Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, que desencarnara, repentinamente, dia 31 de março de 1869, Flammarion, a convite da Direção da Sociedade Espírita de Paris, consigna, no seu discurso, para a posteridade que "Ele era o que eu denominarei o bom senso encarnado", publicado, posteriormente, sob o título "Discours prononcé sur la tombe d´Allan Kardec", por Didier et Cie. Paris, 1869, Imp. P. A. Bourdier, 24 pp.; reeditado pela "Librairie Spirite", com o título "Le Spiritisme et la Science", Paris, 1869, "in" 8º., 24 pp., e incluída, por Pierre-Gaëtan Leymarie, em "Oeuvres Posthumes d´Allan Kardec" (Obras Póstumas) (RE - 1869 - Maio; OP, Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec).
As obras de Flammarion foram traduzidas para grande número de idiomas - para o inglês, espanhol, sueco, dinamarquês, italiano, húngaro, checo, holandês, romeno, russo, alemão, português - e são referidas na "Revue Spirite", que também publica seus artigos, que relacionamos a seguir:
1863 - Janeiro: Bibliografia - A Pluralidade dos Mundos Habitados;
1863 - Abril: Os Espíritos e o Espiritismo.
1864 - Janeiro: Variedade - Fontenelle e os Espíritos Batedores.
1867 - Março: Notícias Bibliográficas - Lúmen - relato Extraterreno.
1867 - Maio: Lúmen.
1867 - Agosto: Notícias Bibliográficas - Deus na Natureza.
1867 - Dezembro: O Homem antes da História - Ancianidade da Raça Humana.
1869 - Maio: O Espiritismo e a Ciência.
Meus caros amigos e irmãos, encerramos mais essa conversa nossa, agradecidos a Deus por termos tido, na Doutrina Espírita, homens de um saber imenso, como Flamarion, iluminando os nossos caminhos em direção às estrelas. Não nos esqueçamos que isto aqui, mesmo sendo uma breve conversa, é todo um esforço que fazemos para que, com conteúdo de qualidade, quem sabe, possamos despertar mentes e corações para um estudo mais apurado e aprofundado da nossa querida Doutrina Espírita.
Convido vocês a assistirem aos vídeos da programação de hoje em nosso website, um pouco mais abaixo.
Um bom dia pessoal! Que Jesus, o amigo incondicional de nossas vidas, nos abençoe hoje e sempre!
Até amanhã com mais uma conversa doutrinária e com mais uma pérola do nosso maravilhoso escrutínio espírita, ok?
Bruno Tavares
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