24.1.14

ARTIGO DOUTRINÁRIO COM BRUNO
PERÓLAS DA DOUTRINA ESPÍRITA




FRANÇOIS FÉNELON
TEÓLOGO, POETA, ESCRITOR
GRANDE VULTO DA CODIFICAÇÃO




Meus queridos amigos e irmãos, bom dia! Hoje, nessa nossa conversa doutrinária, trazemos até vocês François de Salignac de La Mothe-Fénelon, o querido Fénelon, um dos grandiosos espíritos que colaboraram no advento da Terceira Revelação, o Consolador Prometido por Jesus que chegava à Terra.

Este é o nome literário de François de Salignac de la Mothe, prelado e escritor francês que nasceu no castelo de Fénelon, em Périgord, a 6 de agosto de 1651.

Ordenou-se sacerdote em 1675 e passou a dirigir uma instituição que tinha por objetivo reeducar as jovens protestantes convertidas ao catolicismo.






Foi enviado pelo rei, na qualidade de missionário às regiões de Aunis e Saintonge.

Seu Tratado da educação das jovens, que veio à luz em 1687, obra dedicada às filhas do duque de Beauvillier, lhe valeu a nomeação de preceptor do duque de Bourgogne.

Aos 42 anos é eleito acadêmico e aos 44 já é arcebispo de Cambrai.






A partir da publicação de sua obra Explicação das máximas dos santos, em 1697, passam a declinar as graças oficiais. Dois anos mais tarde, a Santa Sé condena a obra e ele é privado de seus títulos e pensões.

Também cai em desgraça perante Luís XIV que descobre críticas a seu governo no romance pedagógico de Fénelon "As aventuras de Telêmaco", no mesmo ano de 1699.Mesmo no exílio de sua diocese, ele não pára de publicar. E no período de 1700 a 1712 publica Fábulas e Diálogos dos mortos, este último escrito para o duque de Bourgogne.






Deixa transparecer suas esperanças de uma reforma política em O exame de consciência de um rei, enquanto seu apego à Antigüidade clássica transparece em Cartas sobre as ocupações da Academia francesa.

7 de janeiro de 1715 assinala a data da sua morte, ocorrida em Cambrai.







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Fénelon figura na Codificação, em vários momentos, podendo ser citados: O Livro dos Espíritos, onde assina Prolegômenos, junto a uma plêiade de luminares espirituais. Igualmente a resposta à questão de nº 917 é de sua especial responsabilidade.





Fénelon figura na Codificação, em vários momentos, podendo ser citados: O Livro dos Espíritos, onde assina Prolegômenos, junto a uma plêiade de luminares espirituais. Igualmente a resposta à questão de nº 917 é de sua especial responsabilidade.










Em O Evangelho Segundo o Espiritismo apresenta-se em vários momentos, discursando acerca da terceira revelação e da revolução moral do homem (cap. I, 10); o homem de bem e os tormentos voluntários (cap. V, 22,23; a lei de amor (cap. XI, 9); o ódio (cap. XII, 10) e emprego da riqueza (cap. XVI, 13).

Em O Livro dos Médiuns figura no capítulo das Dissertações Espíritas (cap. XXXI, 2ª parte, itens XXI e XXII) desenvolvendo aspectos acerca de reuniões espíritas e a multiplicidade dos grupos espíritas.








Meus caros amigos e irmãos, encerramos mais essa conversa nossa, agradecidos a Deus por termos tido Fénelon como um alto representante do Espírito de Verdade na feitura da Doutrina Espírita. Importante assinalar que os destaques assinalados acima são os que o Fénelon assina seu nome, devendo se considerar que deve, como os demais responsáveis espirituais pela Codificação ter estado presente em muitos outros momentos, dando seu especial contributo, eis que foi convidado pelo Espírito de Verdade a compor sua equipe, em tão grandioso empreendimento.!
Não nos esqueçamos que isto aqui, mesmo sendo uma breve conversa, é todo um esforço que fazemos
para que, com conteúdo de qualidade, quem sabe, possamos despertar mentes e corações para um
estudo mais apurado e aprofundado da nossa querida Doutrina Espírita.





Convido vocês a assistirem aos vídeos da programação de hoje em nosso website, um pouco mais abaixo.
Um bom dia pessoal! Que Jesus, o amigo incondicional de nossas vidas, nos abençoe hoje e sempre!
Até amanhã com mais uma conversa doutrinária e com mais uma pérola do nosso maravilhoso escrutínio espírita, ok?
Bruno Tavares



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Caixa de texto:  Blandina Philippini Ferreira
1903 – 1974

Nasceu em 02 de junho de 1903, no bairro da Casa Amarela em Recife, e desencarnou no dia 23 de maio de 1974, em Recife, Pernambuco.
Era filha de Xavier Alexandre Philippini, de nacionalidade francesa e Dona Maria Germana Gomes Philippini, brasileira. Era viúva do grande líder espírita pernambucano Fernando Gomes Ferreira, de cujo matrimônio teve apenas uma filha, criando no entanto seis enteados do primeiro casamento de seu esposo; todos os seus descendentes são simpatizantes da Doutrina Espírita.
De família tradicionalmente católica, Blandina Philippini tomou contato com a Doutrina em 1921, pela leitura de “O Livro dos Espíritos”. Consciente das verdades contidas na magistral obra, resolveu aprofundar-se no conhecimento doutrinário, lendo os demais livros da Codificação e de vários autores e, ao mesmo tempo, iniciou-se na prática, freqüentando o Grupo Espírita Bittencourt Sampaio, revelando tanto interesse pela causa, que logo foi chamada a fazer parte da sua diretoria sendo eleita Vice-Presidente e no ano seguinte Presidente do Grupo.
Iniciou-se no serviço de palestras, impondo-se por seu verbo encantador, dominando auditórios, com sua voz vibrante e ao mesmo tempo comovedora; falava das belezas do Evangelho de Jesus ou de temas doutrinários com a mesma candura. A Federação Espírita Pernambucana foi buscá-la para o seu quadro de oradores, confiando-lhe o setor evangélico, tarefa que exerceu por mais de 40 anos consecutivos.
Fundou inúmeras instituições, entre as quais a Sociedade Espírita “Mensageiros do Bem”, da qual foi Presidente até a data da sua desencarnação. Foi uma das fundadoras a “Casa dos Espíritas de Pernambuco”, sendo a sua primeira Secretária no Conselho Deliberativo. Fundou também a “União Espírita da Torre”. Teve grande atuação na “Comissão Estadual de Espiritismo”, onde ocupou vários cargos, sendo a primeira Presidente da Ala Feminina, eleita em 1º de setembro de 1950 e, quando da sua desencarnação, ocupava a 1ª Vice-Presidência.
Foi uma das grandes animadoras do movimento espírita pernambucano, participando de acontecimentos de relevo entre os quais a “Semana da Mulher Espírita Pernambucana”, com encerramento no Teatro Santa Isabel e presença de autoridades civis e militares, confrades de todo o Estado e Estados vizinhos, tomando parte ativa nessas semanas, seareiras como Elisabeth Dantas (Niná), Nércia Tavares, Judith Siqueira Braz e tantos outros valores femininos de Recife, onde a mulher caminha no Espiritismo passo a passo com os homens. Integrou a equipe de colaboradores de vários cursos intensivos de Espiritismo, promovidos pela “”Comissão Estadual de Espiritismo”, que tem a adesão de mais de uma centena de Instituições Espíritas em todo o Estado de Pernambuco.
Em entrevista para o Museu Espírita do Estado do Rio de Janeiro, declarou que entre todos os acontecimentos espíritas do Estado, sua melhor recordação era a comemoração do Primeiro Centenário do Espiritismo, realizado no parque Treze de Maio, em 18 de abril de 1957, promovido pela “Comissão Estadual de Espiritismo”.
Colaborou muito na imprensa espírita pernambucana e de todo o Nordeste, dentre eles “Raios de Luz”, “A Verdade”, “Paraíba Espírita”, e outros.
Gostava imensamente de poesias e de declamar em reuniões festivas. Sua inspiração surgia quase sempre no silêncio das madrugadas, deixando em sua bagagem belos poemas e sonetos. Em sua juventude trabalhou em Teatro Estudantil, adorava música clássica, apesar de Ter apenas noções teóricas de música.
Tornou-se oradora muito solicitada para Congressos, Semanas Espíritas, Simpósios e reuniões festivas. Foi grande animadora da Mocidade Espírita e da Escola Espírita de Evangelização para Crianças. Declarou que a Mocidade Espírita, que tantos frutos tem produzido por esse Brasil imenso deve ser incentivada ao máximo, porque é a esperança de um mundo mais dos moços. Centenas de Instituições Espíritas estão hoje sob a direção dos moços de ontem. A Mocidade Espírita criada pela visão extraordinária do professor Leopoldo Machado, que teve a sua fase áurea em 1948, quando da realização no Rio de Janeiro, do Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, no qual estava representado todo o País, abriu as portas da Doutrina aos jovens, integrando-os nos trabalhos do Centro Espírita, proporcionando-lhes o gosto pelo estudo doutrinário e o incentivo pela tribuna espírita, ombro a ombro, lado a lado, com os mais experimentados, sobretudo no campo assistencial.
Médium inspirada, se transfigurava na tribuna, ao distribuir as blandícias do Evangelho de Jesus. No contato com os menos felizes, exerceu moderadamente a beneficência num terreno muito difícil que é o da pobreza envergonhada, levando a fé, a coragem e o desejo de viver, a muitos que se julgavam abandonados pela sorte, e que encontravam nela o apoio seguro.
Blandina Philippini, pela sua cultura doutrinária, e pelo seu grande amor à Doutrina sobretudo pela sua humildade, deu causa a muitas conversões ao Espiritismo. No transcurso de sua existência terrena, de quase três quartos de século distribuiu luz e amor aos seus semelhantes.